April 12, 2013
Brian Winter – Reuters, 04/11/2013
President Dilma Rousseff will make the first formal state visit by a Brazilian leader to the United States in nearly two decades, a diplomatic breakthrough for an emerging power that has clashed with Washington but is hungry for closer ties and recognition of its growing prestige.
The trip will occur later this year, likely in October, officials told Reuters on condition of anonymity because the White House has not yet announced the visit. A White House spokeswoman declined comment.
A state visit, which includes formalities such as a black-tie dinner and a military ceremony upon arrival, is usually reserved for Washington’s closest strategic partners.
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February 19, 2013
Joshua Goodman – Bloomberg, 02/19/2013
Catholic cardinals impressed by Barack Obama’s rise to power may be encouraged to elect the first black pope, according to a Brazilian theologian once silenced by Cardinal Joseph Ratzinger before he became pope.
Leonardo Boff said the chances of an African such as Cardinal Peter Turkson of Ghana becoming the next pontiff are slim after Pope Benedict XVI named most of the 117 cardinals who will choose his successor in a conclave next month. Still, Obama’s election as U.S. president may open up the Vatican’s old guard to change, easing opposition to contraception and women priests, he said.
“Without a doubt Obama’s presence is going to be felt among the cardinals,” Boff, a former Franciscan friar who studied with Ratzinger at the University of Munich in the 1960s, said in a phone interview. “We already have a black president, so why not a black religious president?”
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November 14, 2012
Paulo Sotero – O Estado de S. Paulo, 11/12/2012
No fim de semana anterior às disputadíssimas eleições que deram o segundo mandato ao presidente Barack Obama, na última terça-feira, cenários de pesadelo preocuparam os analistas da grande imprensa americana. Em meio à polarização política que ameaça a governabilidade do país, e chegou ao paroxismo durante a interminável e caríssima campanha eleitoral deste ano, eles temeram que o pleito terminasse num empate no colégio eleitoral dos 538 chamados grandes eleitores que, constitucionalmente, escolhem o presidente do Estados Unidos. Num dos cenários, Obama e seu desafiante republicano, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, acabariam com 269 votos cada um. As eleições, nesse caso, seriam decididas pela próxima legislatura do Congresso, a de número 113, que tomará posse no próximo dia 3 de janeiro, como manda a Constituição. A Câmara dos Representantes elegeria o presidente e o Senado, o vice. Como se previa que os republicanos continuariam no mando na Câmara e os democratas manteriam a maioria no Senado, como de fato aconteceu, os deputados elegeriam Romney para a presidência, os senadores confirmariam o vice-presidente Joseph Biden no cargo e a desgastante divisão que sufoca a política americana há quase duas décadas se instalaria na própria Casa Branca.
Outro cenário que preocupou os analistas até tarde na noite do dia 6 foi a inversão dos resultados da eleição popular e do colégio eleitoral. No envenenado ambiente da política americana – no qual narcisistas bilionários como o empresário e personalidade de televisão Donald Trump alimentam a mentira segundo a qual Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos e não é, portanto, elegível à Casa Branca -, a inversão certamente ajudaria a alucinada direita republicana a levantar dúvidas sobre a legitimidade do presidente. Ocorreu quatro vezes na história do país, em 1824, 1876, 1888 e no ano 2000. No episódio mais recente, o vice-presidente Albert Gore, democrata, ganhou a votação popular por uma diferença de 543 mil votos num total de mais de 104 milhões. No entanto, o republicano George W. Bush recebeu a maioria dos votos do colégio eleitoral depois de uma controvertida decisão por 5 a 4 dos juízes da Suprema Corte, que lhe deu a vitória na Flórida. Em 18 eleições desde 1824, o vencedor foi eleito sem receber a maioria dos votos das urnas.
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November 8, 2012
Julia Carneiro – BBC, 11/08/2012
Brazilian President Dilma Rousseff was quick to react to the US election result.
Almost before Barack Obama’s victory was confirmed, she used a public event in Brasilia to send her warmest wishes to him and the US people.
And she would, she said, be calling him later to offer her congratulations.
But President Rousseff’s reaction seems to stem less from the hope of great things to come in the US-Brazil relationship than relief at the continuity in the White House.
In fact, even if Republican Mitt Romney had triumphed, analysts suggest relations between the two biggest countries in the Americas would have been little altered.
Ties grew stronger during George W Bush’s time in office and have matured under President Obama, although some tensions persist.
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April 16, 2012
NPR, 04/14/2012
*Paulo Sotero, director of the Brazil Institute speaks to Linda Wertheimer on the Summit of the Americas
Brazilian President Dilma Rousseff visited the White House this week, and the two nations are meeting again at this weekend’s Summit of the Americas. Guest host Linda Wertheimer speaks with Paulo Sotero, director of the Brazil Institute at the Woodrow Wilson Center, about developments in U.S.-Brazil relations.
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April 11, 2012
Pablo Uchoa – BBC Brasil, 04/11/2012
*Paulo Sotero, director of the Brazil Institute, weighs in on the Presidential visit
A presidente Dilma Rousseff encerrou nesta segunda-feira à noite a primeira perna de sua visita de dois dias aos EUA, reunindo-se com empresários e com o presidente americano, Barack Obama, na capital, Washington.
A presidente dedicou praticamente toda sua programação pública a defender uma “agenda do século 21″ entre Brasil e Estados Unidos. Mas não conseguiu evitar que os temas da velha política internacional continuassem presentes, como lembretes dos obstáculos para a relação bilateral.
No encontro de Dilma e Obama, tão importantes quanto os assuntos que foram discutidos são os que não foram sequer mencionados: o programa nuclear do Irã, a posição de Cuba na política continental e a vaga permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.
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April 10, 2012
Margaret Warner, PBS NewsHour, 04/09/2012
Brazilian President Dilma Rousseff’s visit to the White House Monday was staged to stress strong ties between the U.S. and Latin America’s richest country. Rousseff and President Obama touched on issues of cooperation, including education, energy and trade while ignoring areas of disagreement.
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April 8, 2012
Paulo Sotero – O Estado de Sao Paulo, 04/06/2012
Os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama têm boas notícias a compartilhar, mas também importantes diferenças a acertar quando se reunirem na Casa Branca, na segunda-feira. A líder brasileira chega para a conversa com sua autoridade consolidada e a popularidade reforçada em casa por seu desempenho no primeiro ano do governo, a despeito da desaceleração do crescimento econômico e dos sucessivos escândalos de corrupção que forçaram meia dúzia de ministros a pedir as contas. Obama, por sua vez, tem a exibir uma economia em recuperação e perspectivas favoráveis de reeleição em novembro. Isso significa que seu diálogo com a colega brasileira deve continuar por mais dois anos e meio, e quase o dobro disso se Dilma se reeleger em 2014.
É um horizonte de tempo suficiente para os dois líderes traduzirem em ações o desejo que dizem compartilhar de aprofundar as relações bilaterais, que são amplas, amistosas, povoadas de declarações de boas intenções, mas não passam disso. Na década que se encerrou no dia da posse de Dilma no Palácio do Planalto, o Brasil e os Estados Unidos se distanciaram. O fracasso, em 2003, das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que os países copresidiram, a trombada no Irã em 2010 e a inconsequência dos muitos grupos de trabalho criados pelos dois governos foram os fatos marcantes. Nesse mesmo período, com a economia brasileira em crescimento puxado pela expansão do mercado interno e a demanda chinesa por commodities, as trocas entre os dois países aumentaram, mas a participação relativa dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro caiu de 24% do PIB para menos de 12%.
Cientes dessa realidade e de que o diálogo bilateral se encontra em fase de reconstrução, iniciada com a visita de Obama a Brasília em março do ano passado, os dois governos evitaram criar expectativas quanto aos resultados da viagem de Dilma. A ênfase dada pelo Planalto à cooperação bilateral em educação, ciência e tecnologia e as medidas que Dilma vem tomando para estimular a competitividade e o crescimento da economia brasileira sublinham sua compreensão sobre a oportunidade que tem nas mãos e põem os dois países em rotas convergentes.
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April 8, 2012
Brian Winters – Reuters, 04/06/2012
Brazilian President Dilma Rousseff will have a long wish list when she visits the White House on Monday, but there’s one goal that stands above the rest:
Dinner with Barack Obama.
It’s not likely to happen. The U.S. president’s decision not to fully roll out the red carpet for Rousseff in Washington symbolizes the relationship between two giant democracies that by most accounts want to become better allies, but have yet to find the common cause – or magic personal moment between leaders – that brings them closer together.
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April 8, 2012
Vinod Sreeharsha – McClatchy Newspapers, 04/06/2012
When Brazilian President Dilma Rousseff meets with President Barack Obama on Monday at the White House, the two leaders are likely to publicly use phrases like “deepening friendship” and “partnership” and highlight collaborations in science and education.
They are less likely to call attention to a recent source of tension between the two countries — a dispute involving American military aircraft procurement.
The conflict began in December when Brazil’s top aviation company and one of the world’s largest plane manufacturers, Embraer, partnered with Sierra Nevada Corp. of Sparks, Nev., to win a U.S. Air Force contract for $355 million to make 20 fighter aircraft for Afghanistan’s military.
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Coisa de americano
November 14, 2012Paulo Sotero – O Estado de S. Paulo, 11/12/2012
No fim de semana anterior às disputadíssimas eleições que deram o segundo mandato ao presidente Barack Obama, na última terça-feira, cenários de pesadelo preocuparam os analistas da grande imprensa americana. Em meio à polarização política que ameaça a governabilidade do país, e chegou ao paroxismo durante a interminável e caríssima campanha eleitoral deste ano, eles temeram que o pleito terminasse num empate no colégio eleitoral dos 538 chamados grandes eleitores que, constitucionalmente, escolhem o presidente do Estados Unidos. Num dos cenários, Obama e seu desafiante republicano, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, acabariam com 269 votos cada um. As eleições, nesse caso, seriam decididas pela próxima legislatura do Congresso, a de número 113, que tomará posse no próximo dia 3 de janeiro, como manda a Constituição. A Câmara dos Representantes elegeria o presidente e o Senado, o vice. Como se previa que os republicanos continuariam no mando na Câmara e os democratas manteriam a maioria no Senado, como de fato aconteceu, os deputados elegeriam Romney para a presidência, os senadores confirmariam o vice-presidente Joseph Biden no cargo e a desgastante divisão que sufoca a política americana há quase duas décadas se instalaria na própria Casa Branca.
Outro cenário que preocupou os analistas até tarde na noite do dia 6 foi a inversão dos resultados da eleição popular e do colégio eleitoral. No envenenado ambiente da política americana – no qual narcisistas bilionários como o empresário e personalidade de televisão Donald Trump alimentam a mentira segundo a qual Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos e não é, portanto, elegível à Casa Branca -, a inversão certamente ajudaria a alucinada direita republicana a levantar dúvidas sobre a legitimidade do presidente. Ocorreu quatro vezes na história do país, em 1824, 1876, 1888 e no ano 2000. No episódio mais recente, o vice-presidente Albert Gore, democrata, ganhou a votação popular por uma diferença de 543 mil votos num total de mais de 104 milhões. No entanto, o republicano George W. Bush recebeu a maioria dos votos do colégio eleitoral depois de uma controvertida decisão por 5 a 4 dos juízes da Suprema Corte, que lhe deu a vitória na Flórida. Em 18 eleições desde 1824, o vencedor foi eleito sem receber a maioria dos votos das urnas.
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